Brainspotting – uma terapia baseada no cérebro

As terapias baseadas no funcionamento cerebral são novos tratamentos terapêuticos que nos ajudam a fazer o que um dia nosso cérebro sozinho não deu conta de fazer. Ou seja, processar as experiências da nossa história que continuam disparando sentimentos, comportamentos ou pensamentos negativos e que podem ser pano de fundo para vários transtornos psiquiátricos.

O que são terapias baseadas no cérebro?

São abordagens psicoterapêuticas que acompanham as últimas descobertas da neurociência. As terapias baseadas no cérebro fazem parte da área que se desenvolve mais rapidamente no campo da saúde psicológica, pois elas têm provado que podem imediatamente tratar de questões que a terapia verbal tradicional pode demorar anos para cicatrizar.

Brainspotting – uma terapia baseada no cérebro

O que é Brainspotting?

Brainspotting é um método de tratamento forte e poderoso que funciona ao identificar, processar e liberar as fontes neuropsicológicas de dor física/emocional, trauma, dissociação e uma variedade de outros sintomas psicológicos. Foi desenvolvido por David Grand, Ph.D, e pode ser uma forma de diagnóstico e tratamento simultaneamente.

O Brainspotting é útil em diferentes intervenções psicoterapêuticas (traumas, ansiedade, fobias, etc), bloqueios de desempenho, bloqueios criativos e otimização de resultados.

Como funciona?

O Brainspotting é um método de tratamento focalizado que funciona identificando, processando e libertando fontes neuropsicológicas de dor física e emocional (traumas, dissociações e outros sintomas).

O Brainspotting funciona como um recurso neurobiológico, alcançando experiências e sintomas que normalmente estão fora do alcance da mente consciente. O Brainspotting trabalha com o cérebro profundo e com o corpo através do acesso directo ao Sistema Nervoso Autônomo e Límbico, do Sistema Nervoso Central. Como tal, o Brainspotting é um método de tratamento que tem resultados psicológicos, emocionais e físicos.

O Brainspotting “desarma” o trauma, o sintoma, a perturbação somática e as crenças disfuncionais ao nível do centro reflexo. O Brainspotting é um recurso valioso que oferece a possibilidade de trazer à tona, diagnosticar e tratar uma variedade de perturbações somáticas ou de base psico-emocional.

O que acontece durante o Brainspotting?

O terapeuta solicita ao paciente que entre em contato com temas específicos a serem abordados durante a sessão. Uma vez feita a escolha do que será tratado, o paciente avalia o nível de ativação da dificuldade, ou seja, o quanto a recordação desse assunto perturbador desperta sensações emocionais e físicas de desconforto.

Qualquer acontecimento da vida que cause perturbação física ou emocional onde a pessoa tem uma forte sensação de estar sobrecarregado além das suas forças, sentindo-se impotente ou “presa”, pode-se transformar numa experiência traumática.

Esse trauma é contido no corpo. Em muitos casos, o indivíduo traumatizado não tem a oportunidade nem o apoio necessário para processar adequadamente e integrar esses acontecimentos traumáticos de vida. A experiência traumática então passa a formar parte desse “reservatório de trauma” do indivíduo.

Quanto mais fragilizado, mais tempo é dedicado ao ponto de recurso e ao processamento do conteúdo perturbador de uma maneira mais contida, com um enquadramento mais restrito, com mais apoio.

Indicações para utilização do Brainspotting:

  • Ansiedade, fobias, pânico
  • Angústia, tristeza, depressão
  • Trauma físico e emocional
  • Doenças físicas relacionadas com stress e trauma
  • Desmotivação e baixa auto-estima
  • Problemas de desempenho sexual
  • Problemas de relacionamento
  • Fibromialgia e outras condições de dor crônica
  • Preparação e recuperação de intervenções cirúrgicas
  • Traumas de guerra e catástrofe natural
  • Emoções desadaptativas: raiva, fúria, etc
  • Otimização do desempenho profissional, acadêmico, esportivo, etc

 Vantagens:

Trata-se de um método rápido e eficiente, geralmente os benefícios e mudanças começam a ser observados logo na  1ª sessão. Além disso, o Brainspotting atua tanto ao nível da perturbação como na instalação de recursos positivos e não é necessário o paciente falar sobre o seu problema, se assim o quiser.

Psicoterapia infantil – como lidar com situações de abuso

Toda forma de abuso, seja físico ou verbal, representa um ato de violência e pode deixar sequelas sérias em crianças e adolescentes.

Essas sequelas podem aparecer em forma de problemas sociais e de relacionamento com pessoas do mesmo sexo do abusador, algumas vezes sequelas psiquiátricas, problemas de comportamento, como agressão ou comportamento indevidamente sexualizado, abuso de certas substancias, disfunção sexual na idade adulta, depressão, entre outros.

Algumas  crianças sentem que  participaram de alguma forma se oferecendo para que o abuso pudesse acontecer, e por isso nem sempre denunciam o abusador.

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Quando adultas podem se sentir diferentes dos outros, têm menos confiança interpessoal, mantêm a crença de que o mundo é um lugar perigoso, possuem uma visão negativa da sexualidade e uma  imagem corporal negativa.

No momento do abuso é possível que a criança nem tenha noção do que está acontecendo, pois sempre houve adultos tocando suas partes intimas na hora da troca da fralda ou do banho.

Para uma criança tudo pode ser desprovido de maldade e talvez demore a perceber intenções maliciosas que diferenciam o toque carinhoso de um toque com outras intenções.

A culpa costuma ocorrer mais tarde quando ela percebe, por informações recebidas em sua educação, do que seria um toque correto e do que não deve ocorrer, passando então a lembrar de seu comportamento passivo e por isso se considera causadora ou participante ativa do abuso.

É preciso ter em mente que, mesmo ao lidar com a violência já praticada, a atuação da família e dos profissionais é de grande importância. A vítima pode sofrer novas violações de direitos se não houver cuidados especiais ao lidar com o caso.

Qual deve ser a postura dos pais e responsáveis em casos de abuso sexual? Em primeiro lugar, não entrar em pânico. A criança pode ter medo de contar aos pais ou familiares, pois muitas vezes o abusador faz ameaças a ela ou aos seus entes queridos.

Se a criança conseguir contar aos pais, atenção!

Acreditem, dificilmente uma criança inventa histórias dessa natureza. Conforte a criança. Explique que não foi culpa dela. A culpa é do abusador e ele fez algo muito errado. Deixe a criança saber que você sente pelo que aconteceu.

Fale a ela que você vai fazer de tudo para que isso não aconteça novamente. Leve a criança e a família para um aconselhamento ou terapia.

E quando o abuso não é físico?

Crianças que sofrem abusos emocionais e negligências enfrentam problemas emocionais similares ou até piores que as relatadas por crianças que passaram por abusos sexuais.

Crianças que foram abusadas emocionalmente, sofrem de ansiedade, depressão, baixa autoestima, sintomas de estresse pós-traumático e até tendências suicidas, em mesmo nível, ou até mesmo em patamares superiores aos de crianças que sofreram abuso sexual.

O processo de abuso psicológico é realmente complexo de se identificar, mas existem alguns componentes que podem indicá-lo: excesso de exigência dos pais, constante censura à criança, xingamentos, rejeição, depreciação, uso de palavras que ferem mais que um castigo físico, por exemplo.

Assim como acontece nos casos de abuso sexual, a criança pode se sentir culpada ou realmente merecedora dos castigos e palavras duras direcionadas a ela.

É preciso em primeiro lugar, identificar o abusador principal, se apenas um dos pais ou responsáveis abusa emocionalmente da criança ou se os dois possuem esse comportamento.

Geralmente, casos de abuso psicológico facilmente evoluem, ou já estão acompanhados, de abuso físico.

Abuso emocional é tão prejudicial quanto qualquer outra forma de abuso, por isso deve ser no mínimo diminuído, entendido e o abusado deve receber apoio, se não for possível acabar com o abuso completamente.

Ao identificar uma situação de abuso físico ou psicológico, é importante procurar ajuda especializada, apoio de algum familiar ou amigo confiável e, em certos casos, as autoridades competentes.

Como apagar memórias dolorosas apenas com o movimento dos olhos?

Como você pode apagar memórias dolorosas apenas com o movimento dos olhos?

Essa foi a pergunta feita pelo Daily Mail, jornal inglês, que publicou recentemente, em sua versão online, um artigo elucidativo sobre como funciona o EMDR (Eye Movement Desensibilization and Reprocessing – Movimento Ocular, Dessensibilização e Reprocessamento).

 

Trata-se de um tipo de terapia cada vez mais popular que pode diminuir as memórias negativas e contribuir para o seu bem estar, esclarece o Jornal. A abordagem pode ser usada para um grande número de problemas psicológicos, inclusive a ansiedade e depressão.

O artigo descreve uma situação de consultório, no qual duas mulheres estão sentadas em cadeiras e uma move a mão de um lado para o outro, diante dos olhos da outra. Parece uma sessão de hipnose, mas é EMDR.

Os seguidores da técnica podem simplesmente mover seus olhos da esquerda para a direita entre 25 a 30 vezes para diminuir as memórias negativas, e portanto trazendo impacto positivo no bem-estar. Esse movimento feito repetidamente em sessões de uma hora poderia mudar sua vida para muito melhor, dizem os especialistas.

A razão seria a seguinte: a maioria das memórias são processadas pelo cérebro, são colocadas dentro de um contexto e aos poucos vão se esvaindo. Mas isso não ocorre com as memórias ruins.

Conforme explica o Dr. Robin Logie, ex-presidente da Associação Britânica de EMDR, “As memórias são processadas de acordo com experiências passadas e pressupostos, e depois assimiladas.” “ Aprendemos com a memória: coisas quentes não devem ser tocadas, algumas comidas devem ser evitadas. Isso fica tudo arquivado e, em geral, memórias antigas são vagas.”

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Mas se você teve uma experiências ruim, esclarece o texto, a memória negativa fica congelada no tempo.

Segundo Dr. Logie, “Em vez de se esvair, ela fica tão vívida como no dia em que ocorreu. Ela não foi processada corretamente”

Após explicar o mecanismo de armazenamento das memórias, o texto dá exemplos de memórias não processadas que podem ficar girando em nossas cabeças, como as de ex-companheiros infiéis, discussão entre amigos ou uma avaliação negativa de um professor na infância.

A criadora desta terapia, Francine Shapiro, sugere que existem aproximadamente 10 ou 20 memórias responsáveis pela dor em nossas vidas.

São então apresentados exemplos de casos bem sucedidos de tratamento com EMDR. Um exemplo é o de Hanna Cooper, 38 anos, casada, que apresentava um histórico de ansiedade que remetia à época da separação de seus pais, quando ela tinha 11 anos de idade. Ela sofria também de depressão e nas primeiras três sessões já conseguiu identificar algumas memórias presas no tempo, como uma briga dos pais.

A técnica foi desenvolvida pela Dra. Shapiro, em 1987, quando ela passava por complicações em sua própria vida. Ela observou que quando movia os olhos de um lado para outro, os pensamentos perturbadores diminuam de intensidade.

O texto informa, também, que já existe pesquisa científica que prova a efetividade do tratamento com EMDR. O tratamento não apenas está disponível no sistema público de saúde, mas seu treinamento é obrigatório para os servidores de saúde do Ministério da Defesa da Inglaterra.

O Dr. Logie diz que “ Quando você move os olhos, está reduzindo sua reação emocional a um evento e é mais capaz de avaliar e processá-lo de uma forma mais distanciada. Depois o evento é reprocessado e você pode pensar nele de maneira mais racional”

O objetivo do EMDR é, portanto, levar os pacientes a redirecionar suas redes neurais para que suas memórias sejam armazenadas corretamente.

No final do artigo, há um video mostrando uma sessão de EMDR, que ilustra os temas tratados. O artigo original em inglês pode ser lido no link (http://www.dailymail.co.uk/femail/article-3479457/How-erase-painful-memories-just-moving-eyes-increasingly-popular-type-therapy-diminish-negative-memories-help-wellbeing.html).
Este foi um resumo preparado pela equipe do Espaço da Mente.

Como você pode apagar memórias dolorosas apenas com o movimento dos olhos?

Essa foi a pergunta feita pelo Daily Mail, jornal inglês, que publicou recentemente, em sua versão online, um artigo elucidativo sobre como funciona o EMDR (Eye Movement Desensibilization and Reprocessing – Movimento Ocular, Dessensibilização e Reprocessamento).

Trata-se de um tipo de terapia cada vez mais popular que pode diminuir as memórias negativas e contribuir para o seu bem estar, esclarece o Jornal. A abordagem pode ser usada para um grande número de problemas psicológicos, inclusive a ansiedade e depressão.

O artigo descreve uma situação de consultório, no qual duas mulheres estão sentadas em cadeiras e uma move a mão de um lado para o outro, diante dos olhos da outra. Parece uma sessão de hipnose, mas é EMDR. Os seguidores da técnica podem simplesmente mover seus olhos da esquerda para a direita entre 25 a 30 vezes para diminuir as memórias negativas, e portanto trazendo impacto positivo no bem-estar. Esse movimento feito repetidamente em sessões de uma hora poderia mudar sua vida para muito melhor, dizem os especialistas.

A razão seria a seguinte: a maioria das memórias são processadas pelo cérebro, são colocadas dentro de um contexto e aos poucos vão se esvaindo. Mas isso não ocorre com as memórias ruins.

Conforme explica o Dr. Robin Logie, ex-presidente da Associação Britânica de EMDR, “As memórias são processadas de acordo com experiências passadas e pressupostos, e depois assimiladas.” “ Aprendemos com a memória: coisas quentes não devem ser tocadas, algumas comidas devem ser evitadas. Isso fica tudo arquivado e, em geral, memórias antigas são vagas.”

Mas se você teve uma experiências ruim, esclarece o texto, a memória negativa fica congelada no tempo.

Segundo Dr. Logie, “Em vez de se esvair, ela fica tão vívida como no dia em que ocorreu. Ela não foi processada corretamente”

Após explicar o mecanismo de armazenamento das memórias, o texto dá exemplos de memórias não processadas que podem ficar girando em nossas cabeças, como as de ex-companheiros infiéis, discussão entre amigos ou uma avaliação negativa de um professor na infância.

A criadora desta terapia, Francine Shapiro, sugere que existem aproximadamente 10 ou 20 memórias responsáveis pela dor em nossas vidas.

São então apresentados exemplos de casos bem sucedidos de tratamento com EMDR. Um exemplo é o de Hanna Cooper, 38 anos, casada, que apresentava um histórico de ansiedade que remetia à época da separação de seus pais, quando ela tinha 11 anos de idade. Ela sofria também de depressão e nas primeiras três sessões já conseguiu identificar algumas memórias presas no tempo, como uma briga dos pais.

A técnica foi desenvolvida pela Dra. Shapiro, em 1987, quando ela passava por complicações em sua própria vida. Ela observou que quando movia os olhos de um lado para outro, os pensamentos perturbadores diminuam de intensidade.

O texto informa, também, que já existe pesquisa científica que prova a efetividade do tratamento com EMDR. O tratamento não apenas está disponível no sistema público de saúde, mas seu treinamento é obrigatório para os servidores de saúde do Ministério da Defesa da Inglaterra.

O Dr. Logie diz que “ Quando você move os olhos, está reduzindo sua reação emocional a um evento e é mais capaz de avaliar e processá-lo de uma forma mais distanciada. Depois o evento é reprocessado e você pode pensar nele de maneira mais racional”

O objetivo do EMDR é, portanto, levar os pacientes a redirecionar suas redes neurais para que suas memórias sejam armazenadas corretamente.

No final do artigo, há um video mostrando uma sessão de EMDR, que ilustra os temas tratados. O artigo original em inglês pode ser lido aqui:

http://www.dailymail.co.uk/femail/article-3479457/How-erase-painful-memories-just-moving-eyes-increasingly-popular-type-therapy-diminish-negative-memories-help-wellbeing.html.

Fonte: espacodamente.com.br

Os 5 Sinais do Transtorno de Ansiedade Generalizada

Ficar nervoso ou ansioso em algumas situações da vida como, por exemplo, antes de uma entrevista de emprego ou antes de falar em público, é perfeitamente normal.

A ansiedade é uma perturbação do espírito causada pela incerteza e tem relação estreita com a sensação de perigo iminente, por isso ela se manifesta nesses momentos cruciais das nossas vidas.

Tata-se de um fenômeno que ora nos beneficia e ora nos prejudica, pois ela estimula o indíviduo a entrar em ação, mas, em excesso, é prejudicial ao nosso funcionamento físico e mental.

Como saber se a ansiedade normal do dia a dia ultrapassou os limites e se transformou em transtorno? Não é fácil.

A ansiedade se apresenta de diferentes formas – tais como ataques de pânico, fobias, ansiedade social… e a distinção entre um diagnóstico oficial e a ansiedade “normal” nem sempre está muito clara.

Comece observando os sinais abaixo. Se você passa por algum desses sintomas frequentemente, é importante buscar ajuda especializada.

5  Sinais do Transtorno de Ansiedade

Os 5 Sinais do Transtorno de Ansiedade Generalizada.jpg

  1. Preocupação excessiva

O principal sintoma do transtorno da ansiedade generalizada (TAG) – o tipo mais amplo da ansiedade – é se preocupar demais com as coisas do dia a dia, sejam elas grandes ou pequenas. Mas o que significa “se preocupar demais”?

No caso do transtorno da ansiedade generalizada, significa ter pensamentos ansiosos persistentes em quase todos os dias da semana, por seis meses ou mais.

E a ansiedade tem que ser tão forte a ponto de interferir no seu dia a dia e estar acompanhada de sintomas físicos, como cansaço frequente, tremores, sobressaltos.

  1. Dificuldade para dormir

Dificuldade em adormecer ou manter o sono está associado a uma ampla gama de condições de saúde, tanto físicos como psicológicos.

Se você se vê frequentemente deitado e acordado, preocupado ou agitado com problemas específicos (como dinheiro), ou nada em particular – pode ser um sinal de transtorno da ansiedade.

Segundo algumas estimativas, metade de todas as pessoas com transtorno da ansiedade generalizada experimentam problemas com sono.

  1. Tensão muscular

Tente observar se você está com a musculatura frequentemente tensa.

A tensão muscular quase constante, quer se trate de apertar sua mandíbula, tensionando os punhos, ou flexionando os músculos por todo o corpo, muitas vezes acompanha os transtornos de ansiedade.

Este sintoma pode ser tão persistente e generalizado que as pessoas que viveram com isso por um longo tempo podem parar de perceber depois de um tempo.

O exercício regular pode ajudar a manter a tensão muscular sob controle.

  1. Perfeccionismo

Você está constantemente julgando a si mesmo ou sofre antecipadamente com medo de cometer erros?

Você tem rituais para determinadas atividades como, por exemplo, revisar três vezes um trabalho antes de entregar e fica nervoso se não puder executar essa ação por algum motivo?

Então você provavelmente tem um transtorno de ansiedade.

  1. Sensações de pânico

Imagine uma sensação repentina de medo extremo que pode durar vários minutos, acompanhados por sintomas físicos assustadores como aperto na garganta e no peito, coração acelerado, mãos frias, tontura e fraqueza, dores no estômago.

Você costuma ter algum desses sintomas? Sensações de pânico têm relação com transtorno de ansiedade e fazem com os indivíduos estejam sempre esperando pelo pior, por algo ruim que pode acontecer a qualquer momento.

Existem inúmeras linhas terapêuticas que abordam esse tipo de problema, desde medicação específica, técnicas de relaxamento, prática de exercícios físicos até acompanhamento psicológico.

O diagnóstico precoce, o tratamento eficaz e o acompanhamento por um prazo longo são imprescindíveis para obter melhores resultados e menores prejuízos.

O EMDR tem alcançado bons resultados utilizando uma combinação de remédios ansiolíticos e acompanhamento psicoterápico, além de trabalhar juntamente com o paciente em mudanças alimentares e de hábitos cotidianos com o objetivo de minimizar os sintomas.

Estudo revela: estresse espalha câncer por sistema linfático

Pesquisadores da Universidade de Melbourne, na Austrália, descobriram que os hormônios do estresse aumentam a propagação do câncer ao afetar ao sistema linfático, uma rede de vasos sanguíneos que transporta o linfa através do corpo.

De acordo com um experimento feito em ratos divulgado nesta terça-feira na revista britânica “Nature”, há provas que confirmam que o estresse está associado a um aumento de mortalidade nos pacientes com câncer e a níveis avançados desta doença em animais.

Em trabalhos anteriores já tinha sido constatado que os hormônios do estresse podem afetar à formação dos vasos sanguíneos, importantes na extensão de doenças.

O sistema linfático também pode fomentar a difusão do câncer, mas até agora não estava claro se isto se devia ao estresse.

estresse espalha câncer por sistema linfático.jpg

A pesquisadora Erica Sloan e demais estudiosos da Universidade de Melbourne revelaram que os hormônios do estresse afetam o sistema linfático, e que isto pode dar lugar à extensão de células cancerígenas em ratos.

Eles estudaram cinco roedores através de uma série de experimentos, a partir dos quais demonstraram que o estresse aumenta tanto o número quanto o diâmetro dos copos linfáticos associados aos tumores.

Com um microscópio especial, os autores comprovaram que os hormônios do estresse aumentam o fluxo de nanopartículas fluorescentes (que localizam células tumorais) através do sistema linfático.

Ao bloquear a atividade de proteínas que detectam o estresse ou aquelas que facilitam a formação de copos linfáticos, os cientistas puderam reduzir a difusão de células cancerígenas nos ratos.

Esta nova descoberta, segundo os cientistas, pode ser útil para ajudar a conter a extensão das células que podem desenvolver uma doença oncológica.

Fonte: Exame.com

Como o medo de perder o emprego afeta sua produtividade

 

Sentir paixão pela profissão é um sonho antigo e universal. Ainda no século VI a.C., o filósofo chinês Confúcio formulou um provérbio que resumiria esse desejo: “Escolha um emprego que você ame, e nunca mais você precisará trabalhar na vida”.

É o modo ideal de viver a carreira – o ofício é tão prazeroso que, por vezes, até perde sua natureza de obrigação e se transforma numa espécie de arte, esporte, brincadeira. Nem parece trabalho.

A sabedoria do ditado chinês é inegável, mas exige uma ressalva. Ainda que amar a sua profissão seja um ingrediente essencial para a felicidade, é preciso cuidar para que o gosto pelo ofício não se converta em obsessão.

Para o coach Alexandre Rangel, sócio da Alliance Coaching, a fronteira entre o saudável e patológico nessa relação é sutil.

Para começar, o excesso não aparece necessariamente no tempo dedicado ao emprego: ao contrário do que pode parecer, nem sempre o workaholic trabalhará mais horas do que um mero apaixonado pelo seu ofício.

Afinal, diz o especialista, amar o trabalho frequentemente produz o famoso “estado de flow”, ou fluxo. Consagrado pelo psicólogo húngaro Mihály Csíkszentmihályi, o conceito descreve um estado mental em que o profissional se sente completamente absorto pelo que está fazendo – como se estivesse num túnel e não enxergasse nada além do seu objetivo.

Quando entra em fluxo, você pode trabalhar ininterruptamente até altas horas da noite, sem perceber. Mas há um detalhe: apesar do ritmo frenético, você produz com grande qualidade e sente um enorme prazer durante o processo. “É como um pintor que trabalha madrugada adentro para criar sua obra-prima”, compara Rangel.

Segundo o coach, o profissional apaixonado pode viver esses episódios de produção desenfreada – em que ele se esquecerá até de beber água ou ir ao banheiro para continuar trabalhando -, mas saberá parar em algum momento. Ele conseguirá, sobretudo, buscar e encontrar prazer em outras esferas da vida.

“Quando encerra o expediente, quem ama a profissão se sente gratificado, mas em seguida vai encontrar os amigos, conviver com a família, investir em hobbies e entretenimento”, diz. “É a forma mais perfeita de viver a carreira”.

O que são comportamentos tóxicos

Como o medo de perder o emprego afeta a produtividade

A rotina do workaholic é bastante diferente. “Para ele, o excesso não é episódico, é um modus operandi, explica André Caldeira, especialista em gestão de carreira e autor do livro “Muito trabalho e pouco stress” (Editora Évora). “Ele não sabe trabalhar de uma forma que não seja compulsiva”.

Nesse caso, não acontecem os prazerosos momentos de “flow”: as longas sessões de atividade costumam ser frias, mecânicas e frustrantes.

Para o workaholic, o trabalho é exatamente como uma droga. “Ele não sente mais satisfação, só tenta saciar uma necessidade patológica de vencer sempre e jamais ser visto como incompetente pelos demais”, afirma Rangel.

O resultado desse comportamento costuma ser devastador: isolamento social, degradação das relações afetivas, queda de desempenho e abalo da saúde física e mental.

Mas o que pode transformar um profissional saudável em um workaholic? Para Caldeira, são muitos os motivos que podem levar ao desequilíbrio.

O principal diz respeito à própria personalidade e outros aspectos psicológicos do indivíduo. “Muito depende do grau de autoconhecimento e maturidade de cada um, isto é, na capacidade de entender se a sua forma de trabalhar é construtiva ou destrutiva para ele mesmo”, diz o autor.

Também não se pode negar o impacto de fatores externos. A tecnologia, por exemplo, ajuda a criar, manter e aprofundar o vício. Munido de smartphone, tablet e computador, o workaholic tem a chance de se relacionar continuamente com o trabalho – a qualquer hora e em qualquer lugar.

Outro fator que estimula o excesso é a própria situação econômica do país, diz Caldeira. Em tempos de crise e demissões em massa, o medo de perder o emprego faz com que muitos profissionais se sintam frágeis, inseguros e, no limite, dependentes do trabalho.

Em entrevista a Exame.com, o professor espanhol José Ramón Pin, da IESE Business School, diz que deixar-se contaminar pela melancolia coletiva e pelo pânico da demissão não salvará ninguém da crise no Brasil. Muito pelo contrário.

O clima de incerteza e pessimismo nas empresas propicia diversos comportamentos tóxicos – da obsessão pelo trabalho à apatia completa. O momento exige atenção máxima. “É preciso tomar cuidado para que a fase difícil vivida pelo país não destrua a sua relação com o trabalho”, afirma Caldeira.

Fonte: Exame.com

Crise econômica aumenta ansiedade e estresse

Terapias, tratamentos psiquiátricos e o cuidado com a saúde mental estão se tornando uma rotina cada vez mais comum entre os brasileiros. Sem os preconceitos que rondavam a área décadas atrás, as pessoas estão buscando auxílio médico especializado para resolver seus problemas com estresse e ansiedade.

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Psiquiatra especializada em Neurociência, Karla Buccieri atende pacientes há 25 anos e tem reparado que os efeitos da crise econômica também estão influenciando a psique coletiva. “O medo de ser demitido, de ver o vizinho ou um colega ser mandado embora e temer pelo pior, ou mesmo de perder o padrão de vida conquistado pela família têm incomodado bastante meus pacientes. Isso acaba desencadeando quadros sérios de estresse”, afirma a médica cooperada da Unimed Curitiba.

Esses e outros aspectos a psiquiatra comenta na entrevista a seguir.

Como a saúde mental é vista atualmente?

Muita coisa mudou, principalmente relacionado à Neurociência, que abriu os campos de estudo e a compreensão da Psiquiatria.

Disso vieram as medicações modernas, que não têm mais tanto efeito colateral. Com isso, as pessoas começaram a se sentir mais a vontade para vir ao psiquiatra, sabendo que os métodos antigos – ficar dopado, amarrado ou algo do tipo – não existem mais.

Mesmo com as pessoas se sentindo mais a vontade, ainda há preconceito. Não deveria, já que psicofobia é crime, mas existe. Mas não chega a ser algo impeditivo como antes.

Hoje as pessoas já sabem diferenciar um tratamento com psicólogo e com psiquiatra, além da questão dos remédios que receitamos. Sempre sugiro aos meus pacientes que façam o tratamento psiquiátrico, medicado, mas com terapia.

Muitas vezes o paciente baseia todo seu tratamento em cima de um remédio, e não é esse o objetivo: o ideal é que a pessoa consiga ficar independente e tenha muito cuidado com a medicação, já que os ansiolíticos (faixa preta) causam dependência.

Quais os perfis mais comuns de pacientes que buscam tratamento?

Dos meus pacientes, o perfil mais comum é a ansiedade, com um leque de fobias, pânicos, transtornos generalizados de ansiedade e assim por diante.

Não podemos generalizar, lógico, mas a partir desses perfis mais comuns que começamos a investigar caso a caso para ser o mais assertivo possível.

Uma coisa curiosa do momento atual é que tem crescido a procura no meu consultório de pessoas com medo de serem demitidas, de não poder manter o padrão de vida.

De tudo isso surge o stress, que é caracterizado por essa preocupação, tensão, a sensação de estar carregado, como se não houvesse um escape.

Como é o contato com a família do paciente?

Todo paciente com transtorno psiquiátrico deveria ter a família envolvida no tratamento, é o ideal. Muitas vezes o papel de cada membro da família é fundamental, principalmente na administração de medicamentos, se o paciente tem o perfil mais descuidado, ou mesmo corre risco de suicídio.

Existem diferenças no tratamento de jovens e crianças?

Atendo pacientes a partir de 16 anos, mas dá pra dizer que o tratamento psiquiátrico para crianças evoluiu bastante também.

Há alguns anos, as crianças não eram diagnosticadas e sofriam sem saber. Hoje os pais estão mais atentos no comportamento da criança, se ela pode estar deprimida ou sofrendo bullying.

Os jovens na fase pré-vestibular também têm vários conflitos. Nessa fase, ainda são os pais que percebem as mudanças no comportamento e tomam a iniciativa de nos procurar.

Os cuidados específicos que temos são em relação aos impulsos, às críticas, as paixões e tudo que se mistura na vida deles.

De que forma a Neurociência e a tecnologia contribuem nos tratamentos?

Sou especializada em Neurociência na Espanha. Acho que depois que os estudos da Psiquiatria evoluíram nessa área, tudo ficou mais fácil. Facilitou para o médico conseguir explicar melhor o diagnóstico para o paciente.

Ter o desenho do cérebro em mãos concretiza melhor o que está acontecendo. Tira o estigma, a família não fica mais tão assustada com o diagnóstico. Além disso, a tecnologia tem trazido novas e boas possibilidades. O tratamento de Alzheimer, as influências do ambiente em que o paciente vive, entre outras, estão sendo desenvolvidos de forma promissora.

Fonte: http://paranashop.com.br