6 Características de um bom psicoterapeuta

Quando procuramos ajuda de um profissional de saúde, independente da forma como chegamos até ele, o sucesso de qualquer tratamento depende de uma série de fatores que envolvem, entre outros, a disposição do paciente em seguir as orientações recebidas e também a sua relação com o médico.

Na psicoterapia é correto afirmar que essa relação entre o paciente e o profissional é peça fundamental para o bom andamento do tratamento, pois em diversas abordagens o terapeuta e o cliente trabalham juntos, como uma equipe.

Mas, afinal, o que se pode esperar de um psicoterapeuta? Quais seriam as características de um bom profissional da psicologia?

Confira agora alguns elementos indicativos de que você fez uma boa escolha:

6 Características de um bom psicoterapeuta

6 Características de um bom psicoterapeuta

  1. Compreensão de que não se trata de si, mas do outro

O foco é o paciente, sempre. Portanto, é preciso delimitar o que é do profissional e o que é da relação terapêutica.

O psicólogodevesercapaz de tolerarfrustrações, cultivar a paciência, suportaragressões, aguardar o tempo do outro, suspender seusprópriosdesejos, conseguirlidar com o fracasso, não utilizar seu paciente como fonte de gratificações, saber se colocar em segundo plano. Enfim, compreender que o bem-estar do paciente é prioridade.

  1. Capacidade de comunicação

Um psicólogo não precisa, necessariamente, ser expansivo e desinibido. Mas é importante que saiba se comunicar. Pois esta é uma das suas ferramentas de trabalho mais importantes.

Ele questiona, interpreta, pontua, compreende as questões do paciente e faz suas intervenções – tudo isso por meio da comunicação.

Falar corretamente, sem gírias, de maneira clara e objetiva, escrever bons relatórios, saber adaptar o uso da linguagem ao público do momento, manter uma coerência entre fala e postura corporal e utilizar-se de uma linguagem amistosa são indícios de alguém que sabe se comunicar.

  1. Empatia e intuição

Ter a aptidão de se colocar no lugar do outro na tentativa de compreender como ele se sente, se relaciona com o mundo e vivencia suas experiências. Valorizar o outro emsuasingularidade e não adotando uma postura de julgamento.

Esta competência faz uma boa dupla com a intuição – entendida aqui como uma capacidade de percepção inconsciente da realidade psíquica do outro ou de si mesmo, indo além do óbvio.

  1. Saber acolher o paciente

Significa ter a atitude e a disposição afetiva de receber, considerar o outro e a expressão do seu sofrimento. Acatar suas angústias, ansiedades e sua história de vida – sem ser reativo a elas -, favorecendo um contexto de aceitação e compreensão.

Possuir a capacidade de se relacionar, estabelecerumaconexãosaudável com o outro. Sem essas qualidades não se cria uma relação terapêutica proveitosa.

  1. Conhecimento teórico e domínio das técnicas

Para o exercício dessa profissão, o estudo das principais teorias que fundamentam a ciência da psicologia é imprescindível. Ter uma formação generalista configura um profissional mais profundo e mais apto a fazer suas próximas escolhas de carreira.

É importanteentraremcontato com diferentesabordagens e as diversastécnicas para identificarafinidades e poderelegerfocos de estudomaisdirecionados.

A apropriação da abordagemteórica e o domínio do manejo da técnicasãofundamentais para sustentação de uma boa práticaprofissional.

  1. Postura ética

Transmitir confiança, segurança, honestidade e seriedade na aparência, na postura e no comportamento. Deve existir congruência. Isso não quer dizer eliminar sua personalidade, mas compreender que esta é um elemento dentro da relação terapêutica.

E como se trata mais do cliente do que do profissional, é válida a constante reflexão sobre postura, posicionamento e imagem pessoal. A questão ética está sempre em primeiro lugar. Mesmo porque é ela quem garante que o psicólogo possa continuar exercendo sua profissão regularmente.

Compulsão alimentar – Como a Psicoterapia Trata

O transtorno de compulsão alimentar é um transtorno comum, embora muitas vezes seja mal compreendido pela sociedade em geral.

Compulsão alimentar – Como a Psicoterapia Trata

A compulsão alimentar pode ocorrer em pessoas de qualquer sexo, raça, idade ou situação econômica e, como quem sofre do transtorno de compulsão alimentar aumenta com frequência de peso ou se torna clinicamente obeso, torna-se passível de contrair uma grande variedade de doenças.

O que é compulsão alimentar?

Compulsão alimentar, ou melhor, Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica, é uma síndrome caracterizada por uma grande ingestão de alimentos em um tempo delimitado (período de 2 horas), acompanhado por perda de controle sobre o que ou o quanto se come.

Para caracterizar o diagnóstico, tais episódios devem ocorrer pelo menos duas vezes por semana em um período de seis meses, sem comportamento de compensação para evitar ganho de peso, ou seja, sem ocorrência de vômito para expelir o que se ingeriu.

A compulsão é resultado de um conflito psíquico e de uma luta subjetiva entre duas funções opostas, estando o sujeito impossibilitado de escolher.

Basicamente, por se tratar de um comportamento compulsivo, os pensamentos ou atos que a pessoa realiza lhe parecem um corpo estranho de uma força incontrolável.

São pensamentos ou atos contra os quais, normalmente, o sujeito gostaria de lutar. O que caracteriza a compulsão alimentar não é a gula, mas a relação do sujeito com o que come e com suas emoções.

Quais são as causas?

Para cada pessoa o problema surge de uma forma. Mas, de maneira geral, podemos apontar problemáticas relacionadas à auto-imagem e autoestima. Além disso, a origem do problema pode estar relacionada a questões emocionais e afetivas.

Outro fator agravante pode estar ligado à tentativas frustradas de controlar o peso. A partir dessa insatisfação e da falta de controle sobre o próprio corpo, ocorre um movimento inverso: a pessoa passa ao uso indiscriminado de alimentos, como forma de resolver estes problemas emocionais.

Quando procurar ajuda?

A partir do momento em que sente que há algo errado, em que a comida não é apenas um meio de se alimentar e sentir prazer, mas ao contrário, é algo do qual você se torna dependente e se sente angustiado.

É importantíssimo que haja diálogo e compreensão por parte da família e pessoas próximas, e que encarem a compulsão como uma impossibilidade, como uma doença e não como mera perda de controle, má vontade e preguiça em mudar.

Muitas vezes os familiares acham que parar de comer é uma escolha simples, mas não sabem o sofrimento que há por trás, a angústia que vive quem sofre com compulsão alimentar. Uma sugestão interessante é que as pessoas próximas também tentem mudar seus hábitos alimentares para incentivar o paciente.

Transtornos alimentares desenvolvem-se a partir de uma combinação de fatores físicos, psicológicos, bioquímicos, genéticos e sociais. Muitas vezes, há desequilíbrios químicos nos neurotransmissores do cérebro que regulam o apetite e o desejo por comida, por exemplo.

O objetivo principal do corpo clínico é identificar as causas subjacentes ao transtorno e restaurar uma abordagem saudável para que o paciente seja capaz de levar uma vida normal. Para alcançar este objetivo, o tratamento deve englobar corpo, mente e espírito.

Como a psicoterapia ajuda?

O tratamento sugerido é um tratamento multidisciplinar: com psicólogos, psiquiatras, médicos, nutricionistas e educador físico, cada qual cumprindo uma importante função no entendimento e tratamento de cura da compulsão alimentar.

A recuperação da compulsão alimentar inicia-se na identificação dos principais fatores psicológicos que desencadeiam o comportamento impulsivo e a perda do controle em comer.

A terapia cognitivo-comportamental tem demonstrado maior efetividade no tratamento nas causas da compulsão alimentar e obesidade porque o seu foco está na mudança de padrões de crenças e pensamentos disfuncionais da pessoa em relação à comida.

A neurociência e a psicanálise se complementam?

Diogo Lara
Psiquiatra e pesquisador da PUCRS e do CNPq

Em recente entrevista à Folha de São Paulo, o neurocientista Iván Izquierdo afirmou que a neurociência avançou mais do que a psicanálise, que hoje pode ser considerada um exercício estético, não um tratamento de saúde.

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Apesar da reação de adeptos de teorias psicanalíticas, o próprio Izquierdo reconheceu Freud como uma grande referência, com contribuições importantes e trabalhos pioneiros em usar a extinção de memórias no tratamento de fobias.

Na ciência, estamos acostumados a criticar e a receber críticas dos pares no terreno das ideias e de fatos experimentais sem levá-las para o lado pessoal. A crítica e a dúvida são bem-vindas no exercício em busca da verdade, assim como experimentos rigorosos para colocar as hipóteses à prova.

Já a sustentação da psicanálise advém de modelos teóricos sofisticados e da observação empírica, ou seja, da experiência baseada nos sentidos, buscando reforçar suas teorias. Nesse sentido, neurociência e psicanálise têm abordagens opostas em relação ao conhecimento.

A proposta do tratamento psicanalítico é buscar as causas dos problemas que, muitas vezes, seriam inconscientes e cuja origem estaria na relação com os pais no contexto de infância. A favor dessa proposição, existem centenas de estudos científicos em animais e em seres humanos mostrando que as adversidades na infância advindas da relação com os pais podem ter efeitos nocivos e duradouros.

A interpretação dos sonhos serviria para acessar o conteúdo inconsciente, e a própria relação com o psicanalista seria o caminho para a cura e o bem estar. Nesse quesito, existem poucos estudos científicos, alguns a favor e outros contra a efetividade do tratamento psicanalítico. Já outras abordagens de psicoterapia aderiram ao modelo científico e, por isso, têm evoluído e conquistado cada vez mais espaço.

A psicanálise foi a precursora das psicoterapias e introduziu conceitos que já fazem parte da nossa cultura. Na minha prática como psiquiatra, são comuns os relatos de que a psicoterapia psicanalítica traz benefícios e promove maior consciência das origens dos problemas, mas a maioria não sabe o que fazer com essas descobertas. Nas palavras de um paciente, “a psicanálise me ajudou a ligar a luz, a saber que tem um monstro na sala e a ver como ele é. Mas ele ainda está lá¿.

O que me surpreende é que há décadas existem técnicas de processamento de memórias muito eficazes para “tirar o monstro da sala”, mas pouca gente sabe disso. A mais bem estudada delas, o EMDR, conta com 25 estudos científicos positivos no tratamento de memórias traumáticas graves, com ótima resposta já em poucas sessões. Na neurociência, o fenômeno que mais se assemelha ao processamento de traumas é conhecido como janela de reconsolidação de memórias.

Quando memórias antigas são “reativadas”, abre-se uma oportunidade em que elas se tornam mais flexíveis e passíveis de serem modificadas. Outras técnicas excelentes, como o Brainspotting e a Experiência Somática, usam estratégias semelhantes para promover cura emocional. Se fosse vivo, talvez Freud estivesse usando o processamento de traumas para testar suas hipóteses. São experiências muito recompensadoras para pacientes e terapeutas.

Apesar de diferentes pontos de vista, todas as abordagens da psicologia, da psiquiatria e das neurociências são aliadas contra um inimigo comum: o sofrimento psíquico, principal problema de saúde pública em pessoas até os 50 anos.

Cerca de 30% da população tem um transtorno psiquiátrico crônico e somente 14% desses recebe algum tipo de tratamento, segundo dados do estudo Megacity em São Paulo. Apesar dos tratamentos eficazes disponíveis, as principais barreiras são custo, preconceito e preocupações com confidencialidade. Portanto, o desafio maior é fazer com o que os tratamentos cheguem a quem precisa.

O rápido avanço e amplo acesso à tecnologia gera uma perspectiva promissora para quebrar as barreiras existentes, mas ainda é pequeno o uso de aplicativos e plataformas online na área do comportamento.

Para melhorarmos o trágico cenário atual, precisamos de mais pessoas e instituições, como governo, mídia, empresas, universidades, sindicatos, escolas, igrejas e ONGs, fomentando a saúde emocional.

Muitas abordagens atuais têm valor terapêutico. Tentar ganhar a discussão é menos produtivo do que unir forças e promover sinergias para se aprimorar o cérebro e a mente dos brasileiros.

Fonte: zh.clicrbs.com.br

Amnésia ética: por que políticos esquecem o que fazem de mau

Nas últimas semanas, as delações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado colocaram importantes políticos do PMDB em uma situação bastante desconfortável — que pode render resoluções mais desconfortáveis ainda se depender do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que pediu a prisão de três deles: o presidente do Senado, Renan Calheiros, o senador Romero Jucá e o ex-presidente José Sarney.

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Nos áudios que Machado entregou à polícia, é possível saber sobre o “pacto para estancar a sangria” promovida pela operação Lava-Jato, proposto pelo ex-ministro do Planejamento Romero Jucá (PMDB-RR);  a proposta de mudança na lei da delação premiada sugerida por Renan Calheiros (PMDB-AL); e a declaração de José Sarney (PMDB-AP) de que delações de empreiteiros da Odebrecht seriam “uma metralhadora de [calibre] ponto 100”. Entre outras afirmações constrangedoras até para Eduardo Cunha — que também está na mira de Janot.

Em nota, os políticos se defenderam dizendo que não viram tentativa de obstrução da justiça nos áudios e que estavam perplexos e indignados com o vazamento.

A posição oficial dos líderes não surpreende a ciência. Para a psicologia, é natural que as pessoas queiram esquecer de atos que as lembrem de situações ruins, como quando você xinga alguém e responde “Eeeu???”, ao ser confrontado. Segundo pesquisadores, isso tem nome: amnésia antiética.

Psicólogos da Northwestern University e da Harvard Business School descobriram que lembrar de memórias ruins causa “desconforto psicológico”. E isso tem a ver com o conceito do “eu”. Como afirma o site Science of Us, “é natural descartar evidências de que não somos pessoas éticas”. Talvez, isso explique a dificuldade de Eduardo Cunha em querer renunciar à presidência da Câmara.

Com base nisso, pesquisadores da Universidade Princeton fizeram nove experimentos com mais de duas mil pessoas. Em dois destes experimentos, os voluntários eram convidados a escrever sobre experiências éticas e não éticas de suas próprias vidas. Os cientistas puderam perceber que as ações éticas das próprias pessoas eram lembradas com muitos detalhes. O mesmo não pôde ser dito das memóricas antiéticas. Já as lembranças de ações positivas e negativas de outras pessoas eram lembradas com o mesmo nível de detalhamento. Sérgio Machado sabe bem disso.

Em outro teste, os psicólogos avaliaram a generosidade dos participantes em um jogo de cara ou coroa no qual eles poderiam mentir para conseguir mais dinheiro. Duas semanas depois, os avaliadores testaram a memória dos participantes e constataram mais uma vez que quem havia roubado tinha uma memória mais seletiva.

Maryam Kouchaki, uma das autoras do estudo, explicou que a amnésia tem uma qualidade de proteção. As pessoas julgam ser agentes da moral e dos bons costumes — alguns exaltam em alto e bom som a luta e os “serviços prestados” ao país —, até que esta moral imaginária entra em conflito com atos reais. Como afirma o Science of Us, a amnésia antiética age como um comportamento defensivo de adaptação, ajudando nosso ego a contornar verdades indesejáveis.

Fonte: revistagalileu.globo.com

As 3 principais causas da depressão

Este artigo foi escrito pela Drª. Margaret Paul, terapeuta com mais de 40 anos de experiência. Não é uma ferramenta de diagnóstico, mas é um recurso. Por favor, consulte um profissional de saúde de confiança antes de tomar decisões sobre o seu plano de tratamento.

Em meus muitos anos de experiência no trabalho com indivíduos deprimidos, e de acordo com a literatura, existem três principais causas de depressão.

As principais causas da depressão

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1.Situações de vida dolorosas

Quando a vida é muito dolorosa, é claro que ficamos deprimidos. Depressão situacional é normal. Eventos da vida podem causar grande desgosto, tristeza e sentimentos de desamparo. Estes sentimentos precisam ser sentidos com muita compaixão, e em seguida ser liberados para fora do corpo, em vez de anestesiados com remédios.

Em vez de suprimir as sensações extremamente dolorosas, você precisa aprender a gerir cuidadosamente e liberar os sentimentos de situações da vida, tais como o seguinte:

Perda de um ente querido; Perda de um emprego; Desastres naturais, como terremotos, furacões, inundações ou incêndios; Desafios conjugais e parentais; Abuso de crianças; Situações de violência, como estupro, espancamento, ou roubo;

Você precisa se lamentar e compassivamente abraçar seus sentimentos de mágoa, tristeza e desamparo ao invés de suprimir seus sentimentos com medicações. Suprimir os sentimentos podem deixá-los presos em seu corpo, e eu acredito que sentimentos presos podem causar doenças.

Se houver TEPT (Transtorno de Estresse Pós-Traumático), você pode precisar de alguma forma de terapia, tais como EFT (Técnica de Libertação Emocional), TRE (Exercícios para Libertação do Trauma), SE (Experiência Somática), ou EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento Através dos Movimentos Oculares), a fim de liberar e redefinir a energia traumática “presa”.

2.Causas físicas do intestino

Um desequilíbrio intestinal e a permeabilidade do intestino pode ser causado por açúcar, trigo, glúten e alimentos processados, ou por uma falta de macro e micronutrientes de alimentos orgânicos limpos. Outros fatores incluem estresse, falta de exercícios, falta de sono e falta de sol.

3. O autoabandono

Medicação cobre sobre os sentimentos que permitem que você saiba que está abandonando a si mesmo – emocionalmente, fisicamente, financeiramente, organizacionalmente, espiritualmente, ou relacionalmente.

Há muitas maneiras através das quais você pode ter aprendido a abandonar a si mesmo, tais como:

– Ignorar seus sentimentos, em vez de estar presente em seu corpo;

– Julgar e envergonhar-se;

– Recorrer a vários vícios como uma forma de entorpecimento e evitar a responsabilidade de aprender e amorosamente gerir os seus sentimentos;

– Fazer os outros responsáveis por seus sentimentos de valor e segurança;

– Comer mal;

– Falta de exercício;

– Falta de sono;

– Procrastinação;

– Gastos excessivos;

– Subutilização (mesmo quando o dinheiro está disponível);

– Ser consistentemente atrasado, desorganizado, confuso;

– A falta de uma prática espiritual;

– Doar-se demais aos outros;

– Não falar por si mesmo;

– Usar a raiva, culpa, julgamento e/ou violência para tentar controlar os outros…

Esta lista não está completa. Tudo o que fazemos que resulta em sentir-nos deprimidos -, bem como ansiosos ou envergonhados – pode ser uma forma de autoabandono.

Curando a depressão

Eu trabalhei com milhares de pessoas que curaram a sua depressão clínica, aprendendo a amar a si mesmas, em vez de continuar abandonando-se. As pessoas curam suas depressões quando:

Buscam os tratamentos que precisam; Aprendem a assumir a responsabilidade por seus sentimentos; Aprendem a se conectar com uma fonte espiritual de amor e conforto para ajudar a gerirem a dor da vida; Comem de forma limpa, se exercitam e dormem o suficiente; Aprendem a gerir cuidadosamente o stress; Aprendem a tomar cuidado em suas relações; Não há solução rápida para a depressão, mas há uma maneira de curá-la!

Fonte: www.mindbodygreen.com

Como apagar lembranças dolorosas apenas com o movimento dos seus olhos

Um tipo de terapia que vem se tornando bastante popular pode dimunuir lembranças negativas e auxiliar no seu bem estar

  • Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares (EMDR) é uma terapia utilizada para uma série de problemas graves, incluindo ansiedade e depressão
  • Ela consiste em movimentar os seus olhos da esquerda para a direita de 20 a 30 vezes
  • Simpatizantes dizem que essa terapia pode diminuir lembranças negativas e aumentar o bem estar

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A pequena sala é silenciosa, quente e funcional. Duas mulheres estão sentadas em cadeiras. Uma delas está movendo a mão direita para trás e para frente diante dos olhos da outra, que segue o movimento atentamente.

Pode até parecer uma sessão de hipnose, mas esse estranho ritual de movimentação ocular é uma terapia cada vez mais popular chamada Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares (EMDR), que é utilizada como alternativa para uma gama de problemas sérios, incluindo Transtorno de Estresse Pós-Traumático (PTSD), ansiedade, depressão e estresse.

Simpatizantes dizem que movimentar seus olhos da esquerda para a direita de 25 a 30 vezes pode diminuir lembranças negativas e, consequentemente, o impacto delas no seu bem estar.

Fazer isso repetidamente, e com o acompanhamento de um psicólogo treinado, mais de 40 vezes em uma sessão de uma hora de duração, pode mudar sua vida incomensuravelmente para melhor, é o dizem os especialistas.

E existe uma boa razão pela qual processar lembranças negativas pode melhorar o seu bem estar mental. A maioria das lembranças normais são processadas pelo cérebro, contextualizadas e então desaparecem com o tempo, mas o mesmo não acontece com más recordações.

‘As lembranças são processadas de acordo com as nossas experiências anteriores, são reconhecidas e então são assimiladas,’ explica o renomado psicólogo clínico e ex-presidente da Associação de EMDR no Reino Unido e Irlanda, Dr Robin Logie.

‘Nós aprendemos a partir das nossas memórias: objetos quentes não devem ser tocados, certas comidas devem ser evitadas. Isso tudo fica arquivado e, de maneira geral, lembranças de muito tempo atrás se tornam vagas.’

Mas se você tiver uma experiência ruim, essa lembraça negativa fica congelada no tempo.

‘O seu cérebro não consegue processá-la e a lembrança retorna em forma de sonhos e flashbacks, geralmente junto com uma resposta física como náusea ou dor.’

‘Ao invés de desaparecer, ela permanece tão clara quanto no dia em que aconteceu. Ela não foi corretamente processada.’

Varreduras no cérebro têm mostrado que quando um evento traumático acontece, há um aumento de atividade na parte do cérebro que armazena as lembranças associadas aos sons, toques e odores, mas não nos lobos frontais onde o raciocínio acontece.

Portanto os traumas são armazenados no cérebro como imagens vívidas, sensações ou sons. Uma vez alojadas, essas lembranças não desaparecem e exercem uma influência desproporcional sobre um comportamento subsequente.

Todo mundo tem pelo menos um exemplo de lembranças não processadas flutuando em suas mentes: um ex companheiro cuja infidelidade afetou o relacionamento; um comentário que não deveria ter sido ouvido e que colocou a confiança de uma amizade em teste; ou uma avaliação danosa de um professor.

Francine Shapiro, que criou essa terapia, sugere que existem aproximadamente 10 ou 20 lembranças não processadas que são responsáveis pela maioria das dores das nossas vidas.

A terapia EMDR se baseia em colocar essas más recordações no seu devido lugar. Aqueles que já tentaram, como Hannah Cooper, 38 anos, que trabalha na área de logística de cadeia de suprimentos e mora em Leicestershire com seu marido e engenheiro, David, não tem palavras suficientes para descrever o processo.

Com um histórico de ansiedade que se remete ao fim do casamento dos seus pais quando ela tinha 11 anos, Hannah decidiu em dezembro passado que ela precisava de ajuda.

‘Existiam pequenos sinais de que as coisas não estavam bem: eu estava sendo mal humorada com o meu marido, eu me sentia muito cansada sem motivo,’ diz ela.

Hannah sofreu de depressão anteriormente e já fazia terapia então ela consultou sua terapeuta, a psicóloga clínica Dra. Alexandra Dent. A Dra. Dent, que foi treinada na terapia EMDR, sugeriu que ela tentasse essa abordagem. Já nas primeiras três sessões, Hannah identificou algumas lembranças travadas.

‘Racionalmente falando, eu sei que a separação dos meus pais não é minha culpa. Mas existiam certas lembranças muito reais que estavam congeladas, exatamente como se eu tivesse ainda 11 anos de idade e pudesse ouvi-los discutindo.’

‘Minha mãe botou meu pai pra fora de casa e atirou uma caneca nele. Eu tinha dado aquela caneca para ele no dia dos pais e estava escrito Papai nela.’

Toda vez que pensava nessa cena, Hannah se sentia mal de tanta tensão.

Durante a quarta sessão com a Dra. Dent, elas começaram a dessensibilizar as lembranças usando o movimento ocular. Esse processo começa com o paciente se concentrando em aspectos chave da memória, seguindo os movimentos do dedo do terapeuta da esquerda para a direita que, em intervalos regulares, pergunta ao paciente o que ele está percebendo.

‘Eu, na verdade, não percebi os movimentos da mão da esquerda para a direita,’ diz Hannah. ‘Eu estava totalmente imersa em viver aquela lembrança, e ela era tão vívida que eu poderia sentir o cheiro do pós-barba do meu pai.’

Depois, Hannah se lembra de ter sentido uma grande leveza.

‘Agora, eu me sinto mais positiva e voltei a praticar corrida novamente. As pessoas percebem a minha felicidade.’

Ela diz que se tivesse tentado descrever essa lembrança antes da terapia EMDR, ela teria explodido em lágrimas. ‘É algo que ainda está lá, mas no lugar certo, e não mais afetando a minha vida.’

De onde alguém poderia ter criado esse conceito?

Foi uma observação casual. A psicóloga clínica Francine Shapiro, americana, sofria por conta de um problema pessoal agonizante em 1987. Ela percebeu que se ela movesse seus olhos de um lado para o outro, seus pensamentos perturbadores desapareciam sem ter que fazer um esforço consciente para isso.  Ela testou essa teoria pensando propositalmente em coisas horríveis enquanto movia os olhos. Para sua surpresa, o resultado foi o mesmo.

A terapia EMDR tem um corpo de pesquisa científica por trás que comprova a sua efetividade no tratamento de traumas severos. Ela não só está disponível pelo Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, como a sua aprendizagem é obrigatória para as equipes de saúde mental do Ministério da Defesa que atuam na linha de frente.

Você ainda acha que soa ridículo? Jane Steare, a mãe de Lucie Blackman, que foi assassinada no Japão há 16 anos, se beneficiou dessa terapia, assim como um paciente que sofria de Transtorno de Estresse Pós-Traumático e que estava no mesmo vagão do metrô onde aconteceu um dos atentados de 7 de Julho em Londres.

O patrono da Associação de EMDR do Reino Unido e Irlanda é o ex-refém do grupo extremista Hezbollah, Terry Waite.

O Dr. Logie diz: ‘Quando você movimenta seus olhos, você está reduzindo as suas reações emocionais a um único evento e você tem uma capacidade maior de avaliar e processar esse acontecimento de forma independente. Em segundo plano, o evento é reprocessado, e você pode pensar nele de maneira mais racional.’

Então por que funciona?

Algumas pessoas acreditam que os movimentos oculares permitem que você processe as lembranças da mesma maneira em que a fase do sono de movimento rápido dos olhos (REM), onde você sonha, mas seus olhos se movimentam.

Quando você adormece não é possível tomar a decisão de focar em um único evento, mas quando você está acordado e movimenta os olhos dessa maneira você está no controle da situação.

Uma segunda possibilidade é a chamada teoria da ‘memória trabalhadora’. Você só consegue manter tanta coisa na cabeça uma única vez. Distrair a si mesmo movimentando os olhos ajuda você a trabalhar o trauma sem que ele – metaforicamente falando – te acerte bem no meio da cara.

O Dr. Logie acredita que qualquer pessoa pode se beneficiar dessa terapia, e revela que durante o treinamento todos os profissionais recebem EMDR e todos encontram alguma coisa mal resolvida.

Existem, como em qualquer área, terapeutas desonestos, ele adverte. Você deve ter certeza de só se consultar com um professional treinado pelas orientações europeias de EMDR – visite emdrassociation.org.uk para encontrar o mais próximo de você.

Em alguns casos, apenas uma sessão de terapia EMDR já pode ajudar você a encaixar uma lembrança traumática no seu rumo natural, ou seja, no lugar em que ela para de afetar a sua vida.

Alguns pacientes dizem que eles conseguem pensar sobre essas situações como pertencentes a um passado que não é mais angustiante. Elas se tornam racionais.

Parece que a terapia EMDR também pode ser de grande ajuda em problemas mais comuns como desordens alimentares.

Psicologicamente falando, essa terapia se encaixa perfeitamente em um dos jargões científicos: neuroplasticidade, que se refere ao fato de que nós podemos treinar o cérebro.

Na EMDR, os pacientes redirecionam seus próprios caminhos neurais para armazenar as lembranças corretamente.

Solucionar a dor causada por más recordações foi durante anos assunto de ficção científica, mas agora, com um piscar de olhos, isso finalmente parece ser possível.

(Tradução do texto “How you can erase painful memories just by moving your eyes: an increasingly popular type of therapy can diminish negative memories and help your wellbeing”)

Quanto tempo dura uma terapia?

Esse deve ser um dos assuntos mais controversos quando falamos sobre psicoterapias e acompanhamentos psicológicos. E isso acontece porque a duração do tratamento psicológico é muito variável.

Cada um tem o seu próprio tempo para resolver seus problemas, mas pode ser que decidam continuar a psicoterapia porque querem otimizar as suas potencialidades, competências, se conhecer melhor ou resolver outras questões que tenham surgido.

Conheça agora algumas das principais linhas psicoterápicas, suas abordagens e o tempo de duração de cada uma.

A terapia e suas diversas linhas

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  1. Psicanálise

Essa é a terapia criada por Freud. O paciente deita no divã, de costas para o analista, e tem liberdade total para falar, sem impedimentos ou conduções. O terapeuta propõe conexões entre o que é dito e os problemas que levaram a pessoa ao consultório.

A meta é estimular que o próprio paciente tenha seus insights, ou seja, compreenda os acontrecimentos e como pode modificá-los. É indicada para quem tem problemas crônicos de personalidade ou ainda quem quer conhecer as camadas mais profundas da sua personalidade.

São recomendadas até 4 sessões por semana e o tratamento pode durar anos e anos.

  1. Lacaniana

Assim como a psicanálise, também utiliza o divã e não tem pauta prévia. O analista pesca, durante as conversas, as piadas e os atos falhos, além de usar da interpretação dos sonhos para acessar o inconsciente.

É justamente nos sonhos que está a compreensão dos problemas. Funciona bem com quem quer conhecer as camadas mais profundas da sua personalidade em busca de autoconhecimento. Não é indicada para quem vive em situações de urgência.

É uma terapia de longa duração, pode levar anos e o tende a ser demorada. tempo de cada sessão também varia, pode levar de 15 minutos a duas horas.

  1. Jungiana

Para Jung os sonhos são a chave da terapia. É por meio deles que o analista ajuda o paciente a encontrar as respostas para o que o incomoda. Além dos sonhos, desenhos e a caixa de areia com miniaturas servem para montar cenários que representam situações reais.

O paciente não pode falar do que quiser, o terapeuta mantém a conversa sempre em torno dos problemas que o levaram até ali. É indicada para quem busca o autoconhecimento profundo. Assim como as anteriores, também é uma terapia demorada, pode levar vários anos. 

  1. Analítico-Comportamental

Ligada ao behaviorismo, essa terapia monitora e modifica as relações com o ambiente. Procura trabalhar com reforços positivos para mudar os comportamentos que atrapalham a vida.

Funciona bem para quem tem ansiedade, pânico, fobia social, depressão, dependência química e problemas de aprendizagem.

São feitas até dez sessões de avaliação e na sequência, sessões semanais de tratamento que podem durar de poucos meses há alguns anos, dependendo da gravidade, e três encontros de encerramento.

  1. Cognitivo-Construtivista

Além de analisar o que você pensa e o que você faz, a terapia cognitivo-construtivista avalia o papel do sistema nervoso central em problemas a princípio apenas psicológicos.

Especialmente indicada para quem tem lesões, danos cerebrais ou processos degenerativos. Também é útil para quem quer dar um upgrade no cérebro, como vestibulandos e concurseiros.

Não tem uma duração definida, tudo depende do problema a ser tratado.

  1. Psicodrama

O psicodrama faz com que você encene seus problemas. O grupo discute e avalia como cada um se sentiu no processo. A ideia é que externando as emoções, seja mais fácil enxergá-las e tratá-las.

Não precisa ser extrovertido para encarar essa terapia, até um tímido pode se beneficiar do psicodrama. É que não é obrigatório encenar. Você pode participar apenas como observador.

Não tem duração definida, mas pode levar meses até que o paciente atinja a raiz do seu problema. 

  1. Cognitivo-Comportamental

Essa terapia tem como objetivo modificar os pensamentos que só atrapalham, como “eu não faço nada direito”. A ideia é mostrar que isso pode ser modificado, com muito treino e pensamentos funcionais, como “isso eu não fiz direito, mas acertei daquela outra vez”.

É um tratamento útil em problemas pontuais, que vão de obesidade a psicopatia. Pode variar de 20 a 30 sessões, dependendo do problema.

  1. Gestalt-terapia

Para os gestaltistas, os pacientes devem ser analisados em relação ao meio em que vivem, amigos, família e trabalho, e suas atitudes nesse meio. O terapeuta ouve o paciente, mas presta atenção em gestos, postura, tom de voz e expressões faciais.

A terapia é focada no presente. É indicada para quem se sente estagnado na vida, sem um rumo. Pode durar de meses a anos, conforme a evolução do tratamento.

  1. EMDR

A terapia EMDR, de maneira geral, faz o paciente simular o movimento dos olhos durante o sono REM. A ideia é que, quando isso acontece, o cérebro consegue reconstruir o caminho das memórias ruins de eventos traumáticos, que são processados e superados.

É indicada para vítimas de acidentes, violência sexual e outros traumas. Pessoas com problemas crônicos, como fobias, depressão e até obesidade, também podem se beneficiar do método.

É um tratamento rápido que pode levar poucos meses para solucinar o problema em questão e um dos grandes benefícios é que o paciente não precisa utilizar palavras durante o processo.

Espero que esse artigo tenha ajudado você a compreender melhor o que deve esperar quando busca  uma terapia. Fique de olho e trarei mais dicas!

Os Efeitos de um Trauma

 

Efeitos de um trauma.jpg

Um trauma pode se apresentar de muitas e variadas formas e, estranhamente, reunir comportamentos e manifestações que nem de longe, à primeira vista, se poderia suspeitar como pertencentes a um único problema.

Dores no corpo sem causas físicas ou psicológicas que as justifiquem, o sujeito tranquilo que de repente entra em uma briga no trânsito, aquele parente boa pessoa que às vezes constrange as garotas da família, o medo que você experimenta  em uma simples ida ao dentista, tudo isso pode ser devido a um trauma.

O que é trauma?

Trauma é uma resposta de defesa incompleta do organismo e que ficou congelada no tempo. Seus sintomas decorrem das tentativas de reter e administrar cargas intensas, que são inerentes ao instinto de sobrevivência e aos impulsos mais poderosos que o corpo pode produzir.

O trauma acontece quando a capacidade adaptativa do organismo é forçada além de suas possibilidades de autorregulação, ou seja, o sistema nervoso se desorganiza e não consegue se recompor.

Mesmo quando o trauma não dá sinais claros, os registros da sua presença ficam no organismo e podem eclodir muito tempo depois, inclusive a partir de episódios aparentemente insignificantes.

Traumas de infância podem influenciar na vida adulta?

Durante a infância somos seres inocentes, carentes, submissos, indefesos e despreparados para a vida, precisamos de alguém que supra as nossas necessidades para termos um desenvolvimento satisfatório.

Porém, quando não existe esse cuidado e a criança é violentada, surgem os traumas que, na sua grande maioria, são levados para a vida adulta.

As sequelas dessas violações na infância fazem com que o adulto acredite estar sempre desamparado, abandonado e solitário, tornando-o uma pessoa insegura, tímida e com medo de se aventurar na vida.

Dependendo da fase do desenvolvimento e da quantidade de tempo em que a criança passou vivendo em um ambiente traumático, ela poderá desenvolver Transtornos de Ansiedade, Transtornos Depressivos, Transtornos Comportamentais e Emocionais diversos.

Que tipos de situações causam um trauma?

Podemos classificar como violência ou violação qualquer acontecimento pelo qual a criança tenha passado e que tenha sido agressivo à ela como brigas entre os pais e com a própria criança, separação, xingamentos, chantagem emocional, drogas ou bebedeiras na frente da criança, presenciar sexo, tentativa de estupro, incentivo à prostituição infantil, exploração para o trabalho, espancamento ou utilização de objetos que ferem, depreciação constante da criança, abandono, desastres naturais, acidentes, violência urbana e doméstica em geral.

Esses são alguns casos. A lista é interminável, porém, é bom estar atento que qualquer tipo de violação no desenvolvimento normal da criança, poderá produzir um enfraquecimento da personalidade e contribuir para a configuração de um sujeito inseguro, cheio de carências e neuroses que limitam a sua vida e impedem a busca pela autonomia.

Como tratar um trauma?

Algumas crianças e adolescentes, vítimas de traumas, se adaptam e se recuperam de maneira surpreendente, apesar da experiência terrível pela qual passaram.

As respostas emocionais variam de acordo com o amadurecimento psíquico, que ocorre de maneira precoce nas crianças que sofrem abusos. Esse amadurecimento precoce já seria uma resposta inteligente que o organismo dá para proteger a mente de um sofrimento mais intenso.

Mas existem vários fatores que também podem influenciar o fortalecimento emocional seguro e saudável, um deles é o carinho e a atenção da família e dos amigos na fase posterior ao evento traumático.

Na idade adulta, o ideal é procurar ajuda especializada. O papel da psicoterapia nesse caso é fazer com que o adulto perceba que não é mais aquela criança inocente, submissa, indefesa e despreparada que acreditava ser.

A terapia EMDR pode ser uma ótima aliada no tratamento de traumas, pois ela permite o reprocessamento neurológico de lembranças difíceis e dolorosas. As informações são processadas pelo cérebro enquanto dormimos.

Quem passa por uma situação traumática prejudica esse processo e permite que surjam pensamentos disfuncionais. O EMDR reorganiza os componentes causadores das memórias negativas e permite a cura dos traumas.

Como apagar memórias dolorosas apenas com o movimento dos olhos?

Como você pode apagar memórias dolorosas apenas com o movimento dos olhos?

Como apagar memórias dolorosas apenas com o movimento dos olhos.jpg

Essa foi a pergunta feita pelo Daily Mail, jornal inglês, que publicou recentemente, em sua versão online, um artigo elucidativo sobre como funciona o EMDR (Eye Movement Desensibilization and Reprocessing – Movimento Ocular, Dessensibilização e Reprocessamento).

Trata-se de um tipo de terapia cada vez mais popular que pode diminuir as memórias negativas e contribuir para o seu bem estar, esclarece o Jornal. A abordagem pode ser usada para um grande número de problemas psicológicos, inclusive a ansiedade e depressão.

O artigo descreve uma situação de consultório, no qual duas mulheres estão sentadas em cadeiras e uma move a mão de um lado para o outro, diante dos olhos da outra. Parece uma sessão de hipnose, mas é EMDR.

Os seguidores da técnica podem simplesmente mover seus olhos da esquerda para a direita entre 25 a 30 vezes para diminuir as memórias negativas, e portanto trazendo impacto positivo no bem-estar. Esse movimento feito repetidamente em sessões de uma hora poderia mudar sua vida para muito melhor, dizem os especialistas.

A razão seria a seguinte: a maioria das memórias são processadas pelo cérebro, são colocadas dentro de um contexto e aos poucos vão se esvaindo. Mas isso não ocorre com as memórias ruins.

Conforme explica o Dr. Robin Logie, ex-presidente da Associação Britânica de EMDR, “As memórias são processadas de acordo com experiências passadas e pressupostos, e depois assimiladas.”

“ Aprendemos com a memória: coisas quentes não devem ser tocadas, algumas comidas devem ser evitadas. Isso fica tudo arquivado e, em geral, memórias antigas são vagas.”

Mas se você teve uma experiências ruim, esclarece o texto, a memória negativa fica congelada no tempo.

Segundo Dr. Logie, “Em vez de se esvair, ela fica tão vívida como no dia em que ocorreu. Ela não foi processada corretamente”

Após explicar o mecanismo de armazenamento das memórias, o texto dá exemplos de memórias não processadas que podem ficar girando em nossas cabeças, como as de ex-companheiros infiéis, discussão entre amigos ou uma avaliação negativa de um professor na infância.

A criadora desta terapia, Francine Shapiro, sugere que existem aproximadamente 10 ou 20 memórias responsáveis pela dor em nossas vidas.

São então apresentados exemplos de casos bem sucedidos de tratamento com EMDR. Um exemplo é o de Hanna Cooper, 38 anos, casada, que apresentava um histórico de ansiedade que remetia à época da separação de seus pais, quando ela tinha 11 anos de idade. Ela sofria também de depressão e nas primeiras três sessões já conseguiu identificar algumas memórias presas no tempo, como uma briga dos pais.

A técnica foi desenvolvida pela Dra. Shapiro, em 1987, quando ela passava por complicações em sua própria vida. Ela observou que quando movia os olhos de um lado para outro, os pensamentos perturbadores diminuam de intensidade.

O texto informa, também, que já existe pesquisa científica que prova a efetividade do tratamento com EMDR. O tratamento não apenas está disponível no sistema público de saúde, mas seu treinamento é obrigatório para os servidores de saúde do Ministério da Defesa da Inglaterra.

O Dr. Logie diz que “ Quando você move os olhos, está reduzindo sua reação emocional a um evento e é mais capaz de avaliar e processá-lo de uma forma mais distanciada. Depois o evento é reprocessado e você pode pensar nele de maneira mais racional”

O objetivo do EMDR é, portanto, levar os pacientes a redirecionar suas redes neurais para que suas memórias sejam armazenadas corretamente.

No final do artigo, há um video mostrando uma sessão de EMDR, que ilustra os temas tratados. O artigo original em inglês pode ser lido no link (http://www.dailymail.co.uk/femail/article-3479457/How-erase-painful-memories-just-moving-eyes-increasingly-popular-type-therapy-diminish-negative-memories-help-wellbeing.html).
Este foi um resumo preparado pela equipe do Espaço da Mente.

Como você pode apagar memórias dolorosas apenas com o movimento dos olhos?

Essa foi a pergunta feita pelo Daily Mail, jornal inglês, que publicou recentemente, em sua versão online, um artigo elucidativo sobre como funciona o EMDR (Eye Movement Desensibilization and Reprocessing – Movimento Ocular, Dessensibilização e Reprocessamento).

Trata-se de um tipo de terapia cada vez mais popular que pode diminuir as memórias negativas e contribuir para o seu bem estar, esclarece o Jornal. A abordagem pode ser usada para um grande número de problemas psicológicos, inclusive a ansiedade e depressão.

O artigo descreve uma situação de consultório, no qual duas mulheres estão sentadas em cadeiras e uma move a mão de um lado para o outro, diante dos olhos da outra. Parece uma sessão de hipnose, mas é EMDR.

Os seguidores da técnica podem simplesmente mover seus olhos da esquerda para a direita entre 25 a 30 vezes para diminuir as memórias negativas, e portanto trazendo impacto positivo no bem-estar. Esse movimento feito repetidamente em sessões de uma hora poderia mudar sua vida para muito melhor, dizem os especialistas.

A razão seria a seguinte: a maioria das memórias são processadas pelo cérebro, são colocadas dentro de um contexto e aos poucos vão se esvaindo. Mas isso não ocorre com as memórias ruins.

Conforme explica o Dr. Robin Logie, ex-presidente da Associação Britânica de EMDR, “As memórias são processadas de acordo com experiências passadas e pressupostos, e depois assimiladas.”

“ Aprendemos com a memória: coisas quentes não devem ser tocadas, algumas comidas devem ser evitadas. Isso fica tudo arquivado e, em geral, memórias antigas são vagas.”

Mas se você teve uma experiências ruim, esclarece o texto, a memória negativa fica congelada no tempo.

Segundo Dr. Logie, “Em vez de se esvair, ela fica tão vívida como no dia em que ocorreu. Ela não foi processada corretamente”

Após explicar o mecanismo de armazenamento das memórias, o texto dá exemplos de memórias não processadas que podem ficar girando em nossas cabeças, como as de ex-companheiros infiéis, discussão entre amigos ou uma avaliação negativa de um professor na infância.

A criadora desta terapia, Francine Shapiro, sugere que existem aproximadamente 10 ou 20 memórias responsáveis pela dor em nossas vidas.

São então apresentados exemplos de casos bem sucedidos de tratamento com EMDR. Um exemplo é o de Hanna Cooper, 38 anos, casada, que apresentava um histórico de ansiedade que remetia à época da separação de seus pais, quando ela tinha 11 anos de idade. Ela sofria também de depressão e nas primeiras três sessões já conseguiu identificar algumas memórias presas no tempo, como uma briga dos pais.

A técnica foi desenvolvida pela Dra. Shapiro, em 1987, quando ela passava por complicações em sua própria vida. Ela observou que quando movia os olhos de um lado para outro, os pensamentos perturbadores diminuam de intensidade.

O texto informa, também, que já existe pesquisa científica que prova a efetividade do tratamento com EMDR. O tratamento não apenas está disponível no sistema público de saúde, mas seu treinamento é obrigatório para os servidores de saúde do Ministério da Defesa da Inglaterra.

O Dr. Logie diz que “ Quando você move os olhos, está reduzindo sua reação emocional a um evento e é mais capaz de avaliar e processá-lo de uma forma mais distanciada. Depois o evento é reprocessado e você pode pensar nele de maneira mais racional”

O objetivo do EMDR é, portanto, levar os pacientes a redirecionar suas redes neurais para que suas memórias sejam armazenadas corretamente.

No final do artigo, há um video mostrando uma sessão de EMDR, que ilustra os temas tratados. O artigo original em inglês pode ser lido no link (http://www.dailymail.co.uk/femail/article-3479457/How-erase-painful-memories-just-moving-eyes-increasingly-popular-type-therapy-diminish-negative-memories-help-wellbeing.html).
Este foi um resumo preparado pela equipe do Espaço da Mente.

Fonte: http://espacodamente.com.br/

Síndrome do Pânico – o que é, como tratar

A síndrome do pânico é um transtorno de ansiedade no qual ocorrem crises inesperadas de desespero e medo intenso de que algo ruim aconteça, mesmo que não haja motivo algum para isso ou sinais de perigo iminente.

Quem sofre de Síndrome do Pânico tem crises de medo agudo de modo recorrente e inesperado. Além disso, as crises são seguidas de preocupação persistente com a possibilidade de ter novos ataques e com as consequências desses ataques, seja dificultando a rotina do dia a dia, seja por medo de perder o controle, enlouquecer ou ter um ataque no coração, por exemplo.

Fatores de risco da Síndrome do Pânico

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As crises de síndrome do pânico geralmente começam entre a fase final da adolescência e o início da idade adulta. Apesar disso, podem ocorrer depois dos 30 anos e durante a infância, embora no último caso ela possa ser diagnosticada só depois que as crianças já estejam mais velhas.

A síndrome do pânico costuma afetar mais mulheres do que homens e pode ser desencadeada por alguns fatores considerados de risco, como:

  • Situações de estresse extremo
  • Morte ou adoecimento de uma pessoa próxima
  • Mudanças radicais ocorridas na vida
  • Histórico de abuso sexual durante a infância
  • Ter passado por alguma experiência traumática, como um acidente.

Como identificar os sintomas

Ataques de pânico característicos da síndrome geralmente acontecem de repente e sem aviso prévio, em qualquer período do dia e também em qualquer situação, como enquanto a pessoa está dirigindo, fazendo compras no shopping, em meio a uma reunião de trabalho ou até mesmo dormindo.

O pico das crises de pânico geralmente dura cerca de 10 a 20 minutos, mas pode variar dependendo da pessoa e da intensidade do ataque. Além disso, alguns sintomas podem continuar por uma hora ou mais. É bom ficar atento, pois muitas vezes um ataque de pânico pode ser confundido com um ataque cardíaco.

As crises de pânico geralmente manifestam os seguintes sintomas:

  • Sensação de perigo
  • Medo da morte ou de uma tragédia iminente
  • Sensação de estar fora da realidade
  • Dormência e formigamento nas mãos, nos pés ou no rosto
  • Palpitações, ritmo cardíaco acelerado e taquicardia
  • Sudorese
  • Tremores
  • Dificuldade para respirar, falta de ar e sufocamento
  • Calafrios
  • Ondas de calor
  • Náusea
  • Dores abdominais
  • Dores no peito e desconforto
  • Tontura
  • Desmaio
  • Sensação de estar com a garganta fechando
  • Dificuldade para engolir

Como tratar a Síndrome do Pânico

Se você teve qualquer sintoma típico de crises de pânico, procure ajuda médica o quanto antes. Os ataques são difíceis de controlar por conta própria e podem piorar se não houver acompanhamento médico e tratamento adequados.

Para realizar o diagnóstico, o médico poderá pedir vários exames e testes. Para começar, o especialista realizará um exame físico no paciente. Em seguida, pedirá exames de sangue, a fim de checar o funcionamento da tireoide, e um eletrocardiograma, para verificar como está o coração.

Além da avaliação física, uma avaliação psiquiátrica também é necessária para que o diagnóstico seja finalizado. Durante a conversa, o profissional falará a respeito dos sintomas, situações que podem ter desencadeado momentos de estresse intenso, medos e preocupações, problemas de relacionamento e outras questões que possam estar prejudicando o paciente.

EMDR eficaz contra síndrome

O principal objetivo do tratamento da síndrome do pânico é reduzir o número de crises, assim como sua intensidade. As duas principais formas de tratamento para esse transtorno é por meio de psicoterapia e medicamentos. Ambos têm se mostrado bastante eficientes.

Dependendo da gravidade, preferência e do histórico do paciente, o profissional poderá optar por um deles ou até mesmo por ambos, já que a combinação dos dois tipos de tratamento tem se mostrado ainda mais eficaz do que um ou outro isoladamente.

A psicoterapia é geralmente a primeira opção para o tratamento de síndrome do pânico. O EMDR traz muitos benefícios para doenças e perturbações orgânicas provocadas por influência dos nossos próprios medos e anseios.

A técnica pode promover respostas mais rápidas e de forma mais protegida do que as abordagens tradicionais. O paciente não precisa falar sobre tudo o que lhe aconteceu, já que este método não cura pela fala, mas pelo reprocessamento, que é feito em nível cerebral.